EXCLUSIVO: Pandemia acelera área de atendimento a empresas do iFood

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Paula Rabelo, head do iFood Empresas: potencial para ser do tamanho da companhia original

Desde meados do ano passado, o iFood, plataforma de serviços de alimentação delivery que entrega mais de 39 milhões de pedidos por mês em todo país, vem expandindo sua atuação para além dos consumidores finais. Em julho do ano passado, a companhia anunciou, ao mesmo tempo, dois serviços para o mercado corporativo: o iFood Card, que funciona como um vale presente, e o iFood Office, que atende as demandas que dependem de investimento da empresa, como coffee breaks e refeições para funcionários fora do horário de expediente e situações semelhantes.

A mais recente novidade para atender esse mercado é o iFood Refeição, que entrou em operação em julho e, em apenas um mês, passou a fazer parte da rotina de mais de 100 empresas, um total de 4 mil usuários. “Normalmente, todas essas operações são muito burocráticas para as companhias. Ao fazer isso por meio do app, é possível configurar todas as regras de acordo com a política interna, como, por exemplo, teto de gastos. O processo fica mais simples para todo mundo”, explica Paula Rabelo, head do iFood Empresas, esclarecendo que a ferramenta, 100% digital, não tem custo nenhum para as empresas e é aceita tanto em estabelecimentos cadastrados na plataforma quanto nos não cadastrados.

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Ao fazer um balanço desse primeiro ano no mercado B2B, a executiva conta que, durante a pandemia, o crescimento foi de 2,5 vezes de um mês para o outro (a partir de março). “Isso mostra que as empresas realmente tiveram que migrar para o digital e, mais do que isso, precisaram ressignificar muitas das suas atividades para manter o engajamento em tempos de isolamento social, preservar alguns rituais da cultura interna mesmo à distância e levar eventos que eram feitos no mundo offline para o mundo online. Tudo isso fez com que a demanda aumentasse muito”, conta.

EFEITOS DA PANDEMIA

Paula esclarece que o próprio iFood Refeição foi uma iniciativa que surgiu para atender a esse “novo normal”. Com as pessoas trabalhando cada uma em um lugar, houve uma menor concentração nos grandes centros e alguns benefícios oferecidos aos colaboradores já não faziam muito sentido. A solução foi uma alternativa para atender a esse sistema de trabalho mais flexível, aproveitando a cobertura geográfica da plataforma – 212 mil estabelecimentos em praticamente todo o país, além da possibilidade de pagar por aproximação, com QR code, nas maquininhas, em restaurantes não credenciados. “Além disso, como não há nenhuma taxa para as empresas, acaba sendo um benefício mais democrático, ou seja, empresas de todos os tamanhos podem aderir.” A executiva conta que, no atual portfólio do iFood Empresas tem empresas de todos os tamanhos – das pequenas e médias a gigantes como Bayer e Centauro.

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Outra facilidade para a empresa, segundo a executiva, é a possibilidade de remanejar o benefício a qualquer momento e dar ao funcionário a chance de usar conforme sua necessidade. “Hoje é possível mudar do delivery de refeição para compras de supermercado, por exemplo, sem ter que fazer aquelas revisões semestrais de benefícios. Tudo via app.”

Já o iFood Card, que havia sido criado para atender uma necessidade corporativa, acabou sendo estendido também para o consumidor final, em função do isolamento. Quando estreou, na Páscoa, 100 mil cards foram vendidos. Na sequência, com a ampliação dos canais de venda – WhatsApp e Apple Business Chat –, o volume de pedidos triplicou entre o Dia das Mães e o Dia dos Pais.

Quando a reabertura dos estabelecimentos passou a ser uma opção, a plataforma anunciou o Na Mesa, uma solução de autosserviço, ou seja, atendimento sem contato, que já funciona em 400 cidades brasileiras. Os pedidos e os pagamentos são feitos por QR code no restaurante, eliminando o contato entre garçons e clientes.

Paula diz que, ao criar a área, a ideia da companhia era contemplar a jornada de alimentação como um todo, usando a tecnologia e a inteligência de dados da plataforma. A pandemia, claro, antecipou tendências. Quando chegou para estruturar o negócio, há um ano e meio, a executiva tinha três funcionários sob sua gestão. Hoje, são 80. Desde o início da pandemia, a equipe aumentou quatro vezes. “Nossa expectativa é dobrar de tamanho nos próximos meses. No que diz respeito ao potencial de negócios no futuro, acreditamos que a área pode chegar ao mesmo tamanho do iFood.”

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